terça-feira, 30 de junho de 2015

EDITORIAL: EXPLORAÇÃO MADEIREIRA E AS PESPECTIVAS ATUAIS



A Amazônia brasileira abriga um terço das florestas tropicais do mundo. As estimativas de estoque mais modestas indicam um valor de 60 bilhões de m³ de madeira em tora de valor comercial, o que coloca a região como detentora da maior reserva de madeira tropical do mundo. Além do valor madeireiro, a floresta tem riquezas muito mais amplas, como óleos, resinas, frutas, fibras e plantas de valor medicinal. A Amazônia contém ainda aproximadamente um terço das espécies de animais, plantas e microorganismos existentes. Mais do que tudo isso, existem os serviços que a floresta presta para o equilíbrio do clima regional e global, especialmente pela manutenção dos ciclos hidrológicos de carbono.
A exploração madeireira na Amazônia começou há três séculos, mas até meados dos anos 70, o volume extraído era modesto. Entretanto, em menos de duas décadas a região assumiu a liderança na produção de madeira do País. Atualmente a Amazônia produz cerca de 25 milhões de metros de madeira em tora, o que equivale a 80% da produção do País. As exportações de madeira da Amazônia representam uma parcela modesta do mercado internacional de madeiras tropicais (em torno de 4%), mas deverão crescer expressivamente na próxima década devido à exaustão em curso dos recursos florestais da Ásia.
O setor madeireiro tem crescido rapidamente na Amazônia por diversas razões. Primeiro, as estradas: o governo brasileiro abriu o acesso à Amazônia nos anos 60 e 70 através de grandes programas de colonização e de construção de estradas. Segundo, o esgotamento dos estoques de madeira dura do sul do Brasil e o crescimento da economia nacional criaram uma grande demanda por madeira da Amazônia. Terceiro, a madeira na região amazônica é abundante e disponível a baixos custos (às vezes até gratuita). Isto, porque muitas das terras onde a exploração madeireira tem ocorrido são terras devolutas.
Na Amazônia, a atividade se concentra ao longo de um arco que vai do estado de Rondônia passando pelo Mato Grosso até o Pará, o principal produtor de madeira da região. Aproximadamente 80% do volume explorado vêm das florestas de terra firme, enquanto a produção originária da várzea representa apenas 20%. Nas regiões mais remotas, os madeireiros entram na floresta em busca apenas de espécies altamente valiosas, como o mogno. Nas áreas mais próximas, de fácil acesso, o baixo custo de transporte permite a exploração de mais de cem espécies.
A área afetada por serraria varia de uns poucos 50 hectares/ano, no caso das serrarias pequenas, até áreas de exploração superiores a mil hectares por ano em caso de empresas de grande porte. Quando somadas as áreas exploradas de todas as empresas madeireiras em operação na região, a exploração madeireira afeta uma área de 10.000 km² ao ano. Isso, considerando uma produção de 25 milhões de m³ de madeira em tora na região e um volume médio extraído por hectare de 25 m³. Para efeito comparativo lembramos que a área desmatada para o período 1992-1994 ficou em torno de 15.000 km² ao ano.

O setor madeireiro tem uma participação modesta no PIB nacional (menos de 2%), mas, em análise regional o setor tem uma participação cada vez mais expressiva na economia. Por exemplo, no estado do Pará a atividade madeireira já representa 13% do PIB do Estado. As projeções indicam que o setor madeireiro deverá crescer a taxas superiores a 10% ao ano nas próximas décadas. A se confirmar essas previsões a exploração madeireira será a principal atividade econômica de uso da terra em toda a Amazônia.
Essa importância econômica se confronta com o fato de que a exploração florestal na Amazônia ocorrer de forma predatória. Um uso que repete a história de exploração das matas do Espírito Santo da Bahia, onde a floresta deu lugar à agropecuária.
As práticas atuais de exploração na Amazônia podem ser caracterizadas como operações de "garimpagem florestal". Inicialmente, os madeireiros entram na floresta para retirar as espécies de alto valor (poucos indivíduos por hectare). Se essa floresta explorada pudesse se recuperar, a cobertura do dossel e o estoque de madeira retornariam naturalmente às mesmas condições de antes da extração. No entanto, os madeireiros normalmente voltam a entrar nas áreas exploradas em intervalos curtos para retirar indivíduos menores de certas espécies de alto valor. Isto resulta na abertura de novas estradas e trilhas de arraste e, conseqüentemente, na deterioração ainda maior da floresta. Os impactos ambientais nas explorações mais intensivas são significativos: aproximadamente 30 árvores com mais de 10cm de diâmetro são danificadas para cada árvore extraída, e a cobertura do dossel da floresta, geralmente reduzida de 80-90% em florestas não exploradas passa para 50% após a exploração.

O fogo é também um impedimento para a recuperação de florestas exploradas. As áreas exploradas são ambientes ricos em combustível (galhos quebrados e danificados). A abertura do dossel e o aumento da quantidade de radiação que atinge o chão da floresta podem fazer este material secar, deixando-o prontos para ignição durante os períodos de seca.
A abertura de estradas pelos madeireiros, especialmente no sul do Pará, tem favorecido a ocupação desordenada dessa região. Áreas de floresta exploradas são convertidas em pastagem sem que antes se faça um estudo para definir qual é a melhor opção econômica para a região.
A exploração madeireira representa riscos e oportunidades sem igual na história de uso dos recursos naturais da Amazônia. Se a tendência de crescimento caótico e não controlado continuar, os madeireiros poderão afetar boa parte das florestas acessíveis da bacia Amazônica. A exploração da madeira neste caso é a primeira etapa da cadeia que acaba resultando em desmatamento. Apesar deste cenário cinzento, existe oportunidades promissoras para o uso sustentável dos recursos florestais na região. As próximas duas décadas vão ser decisivas na história da atividade madeireira na Amazônia. A demanda internacional e nacional de madeira vai se voltar cada vez mais para a região. Se manejada, a floresta pode representar uma fonte de riqueza perene, para os habitantes da Amazônia.

Rondônia: Sem a indústria madeireira municípios estão à beira do colapso



Reunidos na Assembleia Legislativa na noite de ontem (29) para discutir sobre a indústria madeireira, os prefeitos de Cujubim e Colorado do Oeste destacaram a situação de calamidade econômica dos seus municípios, com o desemprego assolando a região. A reunião foi organizada pelo deputado Alex Redano (SD).
Fábio Patrício (PP), prefeito de Cujubim, disse conhecer o setor profundamente e que o madeireiro, normalmente é conhecido como bandido por aqueles que não conhecem os benefícios sociais que a indústria traz para o estado.
Ressaltou o prefeito que o seu município está passando por uma fase muito ruim no tocante à quebra na economia, porém o povo espera uma melhoria rápida para que o setor volte a trazer prosperidade para o município. Em 2008 Cujubim foi considerado o maior parque madeireiro de Rondônia.
Segundo Fábio Patrício, a madeireira onde trabalhava, empregava cerca de 100 pessoas que sustentavam suas famílias. Hoje, esses trabalhadores estão de braços cruzados.
Patrício disse que o povo quer a legalidade, porém não podem esperar todo o tempo do mundo para que as fiscalizações sejam feitas em sua totalidade. Faltam somente três meses para que o inverno chegue e mais uma vez a regularização não acontece como deveria.

Colorado do Oeste

Por outro lado, Josemar Beatto (PSDC), prefeito de Colorado do Oeste também ressaltou o estado de calamidade para toda a região com a paralisação da indústria madeireira.
Beatto fez questão de salientar que o grande problema existente hoje é a burocracia do setor. Disse que se os órgãos do governo não possuem funcionários suficientes para acelerar o processo, que terceirizem o serviço de fiscalização e permitam que os municípios possam reacender a chama da prosperidade e do desenvolvimento.

Cobrança de sangue em Rondônia será resolvida com o governador



O sub-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Ezequiel Neiva, participou na segunda-feira (29), da audiência pública na Assembleia Legislativa, convocada para debater a cobrança dos hemocomponentes e hemoderivados, insumos da bolsa de sangue, para os hospitais da rede privada do Estado.
Após as diversas exposições sobre o assunto, o sub-chefe da Casa Civil se comprometeu em agendar uma audiência com o governador Confúcio Moura (PMDB) para tratar especificamente do assunto. Neiva elogiou o trabalho desenvolvido pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, pelas frentes de trabalho realizadas.
Declarou Ezequiel Neiva que o governo do Estado confia na equipe da Fhemeron. Ele disse que, se existir alguma coisa errada, terá correção, mas adiantou que não se poder negar o repasse de sangue, pois é certamente para salvar vidas.

Operação apreende celulares e drogas no presídio de Ariquemes



Cerca de um quilo de drogas e 15 celulares foram apreendidos na Casa de Detenção de Ariquemes (RO), a cerca de 200 quilômetros de Porto Velho, na última segunda-feira (29). As apreensões fazem parte da Operação Último Comando, realizada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Núcleo de Inteligência da PM, Secretaria Estadual de Segurança e Defesa da Cidadania e Ministério Público de Rondônia.
A ação, iniciada há cerca de quatro meses, teve o objetivo de desarticular ramificações de organizações criminosas, ligadas principalmente ao tráfico de drogas com integrantes dentro e fora dos presídios.
Segundo o delegado regional, Renato Morari, no município estava previsto o cumprimento de sete mandados de prisão, no entanto, cinco foram realizados e outras duas pessoas ainda não foram localizadas. Durante revista na Casa de Detenção local, os policiais encontraram um quilo de drogas e 15 aparelhos celulares.
Dos mandados cumpridos na cidade, os cinco eram de pessoas já apenadas, sendo quatro do regime fechado e uma do aberto. "Os detentos foram certificados sobre a prisão preventiva e devem responder a estes outros processos", informou o delegado.

Operação Último Comando

Na Operação Último Comando, já foram cumpridos 98 mandados de prisão preventiva com foco no sistema prisional da capital e de Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.
Em Porto Velho, em três meses de investigações, 33 pessoas presas em flagrante, além de seis armadas apreendidas, um colete balístico, três veículos, uma motocicleta, 1,5 quilo de cocaína, um rádio comunicador, balanças de precisão, 56 quilos de maconha, além de instrumentos utilizados para roubo a agências bancárias.
Também na capital, foram realizadas 23 buscas dentro das celas da Casa de Detenção Doutor José Mário Alves da Silva, o Urso Branco, dez buscas nas celas da Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo, o Urso Panda, quatro buscas na Penitenciária de Médio Porte, o Pandinha, e duas buscas nas celas da Penitenciária Estadual Ênio Pinheiro. A operação também ocorreu na Colônia Agrícola Penal, onde foram apreendidos celulares.
Os outros mandados de prisão já cumpridos foram em cidades do interior. Dos 116 mandados, 98 estão voltadas a pessoas já presas. Com a comprovação dos novos crimes, os suspeitos são novamente autuados e têm suas penas ampliadas, de acordo com cada delito.

Homem é preso em RO com pistola roubada de policial do Amazonas



Um homem de 29 anos foi preso com uma pistola roubada de um policial do estado do Amazonas, no bairro Igarapé, na Zona Norte de Porto Velho, na noite de domingo (29). Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito, que estava foragido da colônia penal desde abril deste ano, foi detido após realizar um roubo com um comparsa, ainda não localizado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi chamada para apurar a denúncia de que dois criminosos haviam roubado uma residência no bairro Igarapé.
Duas mulheres estavam em grente a uma casa, quando foram abordada pelos dois assaltantes. Eles obrigaram as vítimas a entrarem no imóvel e perguntaram pelo veículo da família. Vizinhos perceberam a movimentação e bateram no portão. Um dos criminosos arrancou o cordão do pescoço de uma das mulheres e fugiu.
Nas buscas pelo bairro, um dos suspeitos foi localizado e com ele os agentes encontraram uma pistola calibre. 40 e o colar roubado de uma das vítimas.
Na vistoria, os policiais constataram que a pistola apreendida pertencia à polícia do Amazonas, que havia sido roubada anteriormente de um agente daquele estado. Também em pesquisa nominal, foi descoberto que o suspeito estava foragido da colônia penal desde abril deste ano. O homem foi detido e encaminhado à Central de Flagrantes da Polícia Civil.