sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ministro entrega em Rondônia equipamentos para modernização do porto da capital



O ministro da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República (SEP/PR), Edinho Araújo, assinou na manhã desta última quinta-feira (30), nas dependências da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado (Soph), o termo de compromisso Nº 003/2015, que prevê um investimento total de R$ 22,7 milhões Na modernização de equipamentos e adequação das instalações do porto organizado de Porto Velho.
Com a primeira parcela no valor de R$ 4 milhões do convênio firmado com a União, a empresa adquiriu uma pá carregadeira, três empilhadeiras, um caminhão caçamba e reformou as instalações de um armazém com capacidade para mil toneladas.
Segundo o ministro, o investimento que, aparentemente, pode ser visto como pequeno, é grande diante da importância do porto fluvial de Porto Velho para a competitividade, transporte de produtos, mercadorias e cargas na região.
O ministro disse, ainda, que os investimentos planejados para equipar e adequar terminais portuários em vários Estados, dentre os quais Rondônia, é um esforço do governo da presidente Dilma Rousseff para tornar a matriz do transporte hidroviária mais competitiva e viável do ponto de vista da redução dos valores do custo Brasil.
O custo do frete de uma tonelada de grãos produzida no Norte do Mato Grosso e transportada por via rodoviária entre a chamada porteira do módulo de produção até os portos de Santos e Paranaguá, em comparação com a rota Porto Velho, fica mais barato.
O vice-governador de Rondônia, Daniel Pereira, ressaltou a importância estratégica do porto da capital como o modal de transporte mais barato do Merconorte, além de tornar possível beneficiar direto quem produz.  O custo do frete da tonelada no modal hidroviário custa atualmente R$ 20 enquanto o intermediário que é o ferroviário fica em torno de R$ 40 e o rodoviário U$ 60.
O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) aproveitou para anunciar que estão previstos também mais R$ 43 milhões para modernização do porto organizado da Capital. Ele disse que nas proximidades do porto privado da Amaggi, em Porto Chuelo, está em fase de legalização uma nova área com 253 mil hectares, que no prazo de 8 a 10 anos abrigará um dos grandes complexos portuários e industriais do país. “Ainda vai acontecer, mas muitas empresas já estão adquirindo áreas naquela região de olho nesse projeto futuro”.
O diretor-presidente da Soph, Francisco Leudo Buriti, defendeu uma articulação política com a bancada federal para transformação do porto organizado de Porto Velho em Centro de Distribuição dos Produtos fabricados na Zona Franca de Manaus.
De acordo com o diretor operacional da Soph, Eduardo Cardoso, em 10 anos o terminal ampliou sua capacidade de embarque, passando de 600 mil toneladas (em 1977) para uma projeção de 2,8 milhões de toneladas em 2015.  “Com os investimentos do governo estadual e da União teremos capacidade de embarcarmos nos próximos anos 8 milhões de toneladas”.
A proposta para transformação do porto em Centro de Distribuição dos Produtos da Zona Franca foi formalizada pelo presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), Raimundo Holanda Filho, que entregou cópias do documento ao ministro Edinho Araújo, senador Valdir Raupp, deputada federal Marinha Raupp e ao vice-governador Daniel Pereira.

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