terça-feira, 21 de junho de 2016

Faixa da Barreira do Cabo Branco, na PB, vai ser desinterditada nesta terça

Uma das faixas da pista que dá acesso ao farol de Cabo Branco, um dos principais cartões postais de João Pessoa, vai ser desinterditada nesta terça-feira (21), segundo informações do coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela. A área, que já era fechada para carros e motos, foi completamente bloqueada por motivos de segurança na sexta-feira (17). O farol fica no alto da Barreira do Cabo Branco, uma falésia que é vizinha da Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas.
De acordo com Noé Estrela, o processo de erosão na Barreira do Cabo Branco acelerou na última semana por causa das chuvas, causando o deslizamento de uma parte da falésia em direção ao oceano na quinta-feira (16). Diante do registro, a pista foi interditada para que fosse feita uma avaliação de segurança na área, famosa por receber muitos turistas.

A Defesa Civil vai liberar apenas uma faixa para pedestres e ciclistas a partir das 8h desta terça-feira. A faixa mais próxima da barreira vai continuar interditada por motivos de segurança.

Há cerca de três anos, a barreira do Cabo Branco começou a dar sinais de erosão mais visíveis. Atualmente, com a erosão mais agravada, ninguém mais pode passar a pé próximo da barreira. Em vários trechos é possível ver as marcas da violência do mar que, de acordo com estudos de universidades federais do Nordeste, avança em média um metro por ano.

A primeira interdição aconteceu no fim de 2014. "Tem que priorizar a área, saber se isso aqui é uma prioridade, vamos dizer assim, para a sociedade. Se for prioridade a gente tem que tomar as providências principalmente no que diz respeito à integridade física dos usuários, que está sendo colocada em risco o tempo todo", explicou o geógrafo Williams Guimarães.

Segundo a secretária de Planejamento de João Pessoa, Daniella Bandeira, o projeto de recuperação ainda não foi colocado em prática por falta de licença ambiental. "Esse é um projeto que traz uma intervenção forte, tanto em continente quanto em mar, e não há possibilidade que aqui a gente inicie e contrate esse projeto, já existente na Prefeitura de João Pessoa, sem o prévio licenciamento ambiental", disse.

Por meio de nota, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) informou que a Prefeitura tem que encaminhar a documentação completa necessária para a liberação ambiental da obra. A Prefeitura, no entanto, disse que toda a documentação já foi enviada há mais de um ano.

Projeto

A missão dos técnicos é reduzir a força do impacto das ondas contra a barreira e recompor o material que foi sendo retirado ao longo dos anos. Além disso, a barreira do Cabo Branco está situada numa região que até pouco tempo atrás era praticamente desabitada. No entanto, tem crescido em construções, asfaltos e moradias. Com isso, o solo ficou impermeável, ou seja, a água da chuva não tem para onde escoar.

O projeto propõe o reflorestamento da região e mais duas medidas para reduzir a força das ondas: o aumento da faixa de areia e a construção de barreiras no mar, os chamados gabiões. Isso deve frear o processo de erosão que, segundo os especialistas, é irreversível. Além disso, pode garantir por mais tempo a tradicional foto no Farol do Cabo Branco.

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