terça-feira, 21 de junho de 2016

Suspeito de assalto a banco é preso em operação no Agreste da Paraíba

Um jovem de 29 anos suspeito de assalto a banco foi preso na manhã desta terça-feira (21), durante uma operação das polícias Civil e Militar na zona rural da cidade de Solânea, no Agreste paraibano. De acordo com o delegado Diógenes Fernandes, titular da delegacia seccional do município, a polícia também investiga a atuação do suspeito em um grupo responsável pelo tráfico de drogas na região.

A prisão aconteceu em um casarão onde o suspeito morava com a esposa, em um sítio do município. Segundo o delegado, a residência era usada como ponto de apoio para os roubos. “Há cerca de um mês recebemos denúncias anônimas sobre a atuação do grupo nesta residência, fizemos uma investigação e na manhã desta terça conseguimos realizar a prisão”, explica.

Na residência, a polícia encontrou um compartimento secreto embaixo de um cômodo onde estavam duas armas, uma pistola de 9 milímetros e uma espingarda calibre 12, além de munições. O material foi apreendido. Na garagem da casa, os agentes localizaram uma caminhonete com marcas de acidentes e manchas de sangue. Segundo Diógenes Fernandes, testemunhas de assaltos a bancos reconheceram o veículo como sendo o carro utilizado pelos suspeitos em alguns casos.

“A informação que recebemos é de que o suspeito atua na região como representante do pai dele, que está preso em João Pessoa e que seria o responsável pelo grupo. A casa onde ele foi preso, avaliada em cerca de R$ 350 mil, foi comprada há três anos pelo pai e a compra pode ter sido feita com dinheiro oriundo dos crimes na região", relata do delegado. Segundo ele, a partir desta prisão, a polícia vai continuar com a investigação com o objetivo de desarticular o grupo e também descobrir se há outras pendências do suspeito com a Justiça, para que ele seja indiciado pelos crimes que possa ser responsável.

O jovem, o material e o veículo apreendido foram levados para a delegacia de Solânea. A esposa do suspeito também foi detida. O casal deve responder pelos crimes de falsa identidade, após apresentar nomes falsos durante a prisão, posse de arma de fogo de uso restrito e adulteração veicular. Eles devem passar pela audiência de custódia e em seguida encaminhados para uma unidade prisional em João Pessoa. 

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